A vida é como uma sala de estar
Em silêncio inquieto e velhas revistas
Sem mesmo ninguém pra dialogar:
Os ruídos são nossas pequenas conquistas.
A vida é como um relógio de corda
Que não raro parece medir tudo errado
Se instável dorme, ou então acorda
A vida às vezes é tempo parado.
A vida é uma folha que se desprende
Vem soprando e caindo em doçura calma
Que ao ver uma mão que ao seu rumo se estende
Cai ingênua, a um triz, por fora da palma.
A vida é uma foto tirada ao longe
Que mostra quão belo é o cenário exposto
Confundindo a ausência sutil do detalhe
Ver melhor um cabelo, um gesto, um rosto.
É pensar em dizer e esquecer-se da fala
É um eterno sair do ninho
É uma saudade que vem e cala
É um dançar de roda, sozinho.
A vida é buscar-se pelo caminho.
9 de setembro de 2012
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