Onde vai-se, sem muito, para onde ele sopra
Vem leve e nulo, o soprar de uma brisa
Traz consigo um perfume que dela se mostra.
Vem singelo a exalar, porém sem receio
Verte sua fragrância por todo o ar
Não define o que é, não diz de onde veio
Mas é doce e são, gentil ao aflar
Passa fraco e constante, perfume sutil
Invisível ao olhar, assim é seu estado
Ao ver d'um distraído, diz "nunca existiu"
Mas sereno ao alardo, faz-se cativado.
A princípio o pensar resistia, arredio
Mas a seu tempo o perfume ganhou confiança
Se ausente ou pequeno, o ar era vazio
Fez-se grande até nas pequenas nuanças.
E assim vinham tempos nesse e noutro sentido
E ia ficando urdido o saber compreendido
Fosse o vento tão forte, a estação que fosse
Tinha na mente embebido o perfume tão doce
No peito sentia, ao seguir a andança
Seria eterno ao olfato a sensível lembrança
Em flores ou frutos, terra ou lama
Do perfume que de pronto se sente e ama...

Um comentário:
e quando penso que esta sumida tú apareces com um poema.
bjs
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