※ Gangorra


Às vezes sinto que tudo vai desmoronar. A brisa, ao invés de entrar pelos pulmões e soprar qualquer coisa que pareça com vida, só faz assustar e me fechar mais e mais fundo. Não sou o que idealizam, o que pretendo.. sou o que posso, o que meus braços conseguem alcançar nesse escuro denso. Alcançam o quê? As ondas vão e vem, e não consigo me dividir em pólos, não consigo andar nessa linha fina. Por medo da inconstância, enterrei os meus sentimentos nesse terreno vil, o mais fundo que consegui para que não aflorem mais. Como sementes no deserto. Como cultivar um jardim onde só há extremos? Tempestades de areia, sol, sal.. Não há vida que aguente, nem sentimento que se sustente. As pessoas passam alheias, praguejando o terreno por onde pisam sem saber de toda a vida que existe sob seus pés.. Às vezes me vem uma vontade louca de por tudo pra fora, para que as pessoas vejam, que apesar de tudo, existe vida, mesmo das mais delicadas.. Olho em volta, não há o que mostrar. Mesmo que toda a terra da minha alma fosse um grande jardim, por fora ainda é um grande deserto do qual ninguém se aproxima. Os dias vêm e vão, e apertando os olhos contra a tempestade que eu mesma criei, vou subindo e descendo nessa gangorra solitária, num deserto tão grande que já nem me importo mais em olhar o horizonte de minha vida. O tempo range.
OpenID alettertonoone

o pior é descobrir que você não é nem mesmo o que você idealizava para si....se descobrir é um processo lento e doloroso. okay, as vezes a sensação é boa, mas não na maior parte do tempo.
e eu já vim no teu blog...assim, não é por nada, mas..teu profile no orkut é tipo..fake, não?haha
beijo.

25 de agosto de 2009 21:35  

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