18 de abril de 2009

Paz e Areia

Foi embora. Em todos os seus rastros, sempre deixou o vazio de sua alma, possuía aquela incompletude que não podia preencher. Por mais sorrisos e ordem que sua vida fosse, jamais poderia criar vínculos sem se machucar. Sua inquietude roía os laços que fazia, e em pouco tempo não restava nada além de solidão. Mas lá longe.. como gostava de lembrar! Lá havia espaço, havia ela mesma, havia paz.. Não aquela paz solitária e de angústia, mas a paz morna, duradoura.. Pois vivia mais um desses dias, que andava em círculos a procura de alguma coisa, mas seu coração sabia bem aonde queria chegar. Foi para lá. Passou direto, foi, voltou, onde estava? Havia coisas, sentimentos pairando, mas nada daquilo que semeara, nada daquilo que deixara ali. Seu espaço. Sua paz. Ali tinha sido seu forte contra os males de dentro e de fora, seu sossego, seu não mais.. Suas pedras viraram areia. Para onde iria então? O coração pulsava com força, os olhos apertados: voltava a cair no velho abismo. Onde enterrar as mágoas? A chuva caía forte.


[ Em memória de lugares que não são mais =/ ]

2 comentários:

M. Fernanda disse...

Os lugares que não são mais, são sempre aqueles que a gente mais quer ir.

Thiago disse...

eu sempre vou a estes lugares que não são mais, ainda que em lembranças! E não me agradece por atualizar, eu quem agradeço por tu passar por lá guria!