27 de fevereiro de 2009

Mudança

"- Como se mede uma mudança?

Pelos papéis velhos na lixeira
Pelo andar triste que se faz ligeiro
Pela cor do olhar que vê sem poeira
Pela lágrima seca no travesseiro

Pelo corpo que age com mais movimento
Pelo dia que roda com mais engrenagem
Pelo ar puro, entrando por dentro
Pelo recriar, e mais outra paisagem

Pela vida que escorre, que água e é ciclo
Por ser duro e difícil, e ser doce ainda sim
Pelo pulso da alma que alarda o vício
Do novo começo para o velho fim

- Como se mede uma mudança?
Com os fios que se traçam pela esperança..."

3 comentários:

Anônimo disse...

suas palavras sempre me deixam com um ar de revirar o avesso. Sabe quando algo vai lá dentro e não sai, fica? E você precisa ler novamente até compreender a si mesmo e não os versos que lá estão?
Saudades muitas daqui, viu?
Beijos e bom domingo pra ti

mayara disse...

acho que você só vai conseguir medir quando você olha para trás e vê tudo o que você mudou...

Leonardo disse...

Vc me surpreende. Sempre.
ps: Pelas fitas cassetes velhas. ><