3 de julho de 2008

Minha sombra

Às vezes tento fluir com clareza
Algo qualquer que por dentro me assombra
As dores da alma se esvaem com destreza
No fundo dos olhos, na minha sombra

Minha fé é muda, minha fé muda
Pisca distante no labirinto tonto
Crédula, atéia, derruba, ajuda
Não me encontro, não me encontro

Nos atoleiros de pequenez
Sinto meus pés indo valentes
Afundo lenta, mais uma vez
Eficiente, e as mãos dormentes

Se então penso em não querer
Meu peito de pronto remansa
A sombra insiste em me envolver
Nunca descansa, sempre me alcança

6 comentários:

Thiago disse...

Ter fé! Acho que isso é válido para todas as situações! Acho que com fé tudo é alcançado!

Lua Durand disse...

o mar sempre tras respostas, pra corações sempre tão cansados.

saudade daqui.

um cheiro.

Letícia S! disse...

Simplismente lindo :')
Poste mais vezes, sinto saudades de vir sempre aqui e achar uma maravilha dessa!
De sua fã numero 1, beijo :*

Fê.liz disse...

Suas palavras continuam intensas.
Estou te linkando nos meus aprovados, tá?
Continue com seu brilho e sua poesia. Apesar da minha falta de tempo, é uma delícia te visitar aqui.
Beijos

M. disse...

eu ameeei esse blog,demais mesmo
PARABENS!

Lais Mouriê disse...

Pura sensibilidade e perfeição. Parabéns pelo belo post!
Bjão!