A flor pequenina, ainda em semente
Em seus sonhos vai sendo embebida
Esperando que a luz se faça presente
Para que vivam com sua vida.
Nasce exalando cego perfume
Mostra os espinhos e se fecha muda
Mas – ingênua! – cede ao costume
De ser doce, gentil, desnuda.
E se algum mal lhe aborrece
Pondo sua candura em penhor
Dum outro pior padece:
Se vê, irremediável, flor
Não sabe ferir, esquece
E fenece florindo amor.
16 de fevereiro de 2011
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